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REAFIAÇÃO DE MACHOS

Um macho gasto tem uma tendência a trincar ou quebrar, cortar sobre-medida ou produzir fios grosseiros de baixa qualidade. Exige potencia maior no fuso e necessita de mais tempo para o ciclo de rosqueamento.

Geralmente um macho tem de ser reafiado quando o arredondamento da aresta de corte tem a mesma ou ainda maior espessura que o cavaco. O remédio é a reafiação, que é econômica principalmente para as grandes dimensões, > M12.

Se possível, a reafiação de machos deverá ser executada numa retificadora de machos e não ser feita manualmente. O mais importante é reafiar com a guia original e manter os mesmos ângulos de incidência e de folga para cada canal. Isto só pode ser atingido utilizando uma afiadora.

O desgaste num macho estende-se sobre a aresta de corte e o diâmetro externo, mas geralmente a maior parte do desgaste é no cumprimento do chanfro. Esta porção remove a maior parte do material e está submetida as cargas mais elevadas durante o rosqueamento. Geralmente é suficiente reafiar só esta parte, removendo a porção desgastada para reafiar o macho.

O chanfro e o ângulo de incidência que acompanha na parte superior da rosca devem ser idênticos em todos os campos do macho. Se os chanfros são desiguais, o resultado será de furos bem maiores do que a dimensão do macho, fios arrancados e deformados, desgaste desigual e eventual quebra do macho.

Quando as arestas da rosca começam a ficar cegas ou trincadas, os canais deverão ser reafiados. Uma retificadora de canais proporcionando indexação precisa das bordas cortantes deverá ser utilizada. Quando a indexação for inexata, o macho poderá quebrar-se ou cortará sobre-medida.

A reafiação dos canais também pode ser executada nos casos em que não tiver um equipamento adequado para aviar o chanfro.

Observar quando da reafiação:

• Afiar o macho entre centros e controlar que não tenha desvio radial. • Afiar o campo do chanfro seguindo o relevo original, utilizando a face externa de um rebolo tipo copo ou um rebolo tipo disco

• Afiar o chanfro com um rebolo que tenha um angulo para chanfrar β ou inclinar o macho no mesmo ângulo quando da utilização de um rebolo plano (ver figura à esquerda na página seguinte).

• Deve ser mantida a divisão igual das arestas de corte.

• Afiar o canal utilizando um rebolo tipo disco, afiado com o mesmo perfil do canal do macho (ver fig. À direita na próxima pagina).

• Deve ser mantido o angulo de incidência correto – ver tabela de ângulos de incidência.

• O diâmetro do macho será reduzido.

• Os campos serão reduzidos e assim serão mais fracos.

• Evitar a formação de rebarbas nos flancos da forma da rosca.
O ângulo do chanfro (β) deve ser calculado para manter o mesmo comprimento de chanfro do macho original. Na reafiação do canal, o rebolo para o flanco é deslocado em relação ao eixo do macho: a distancia (X) está ligada ao ângulo de incidência (µ), ver figura abaixo. Nesta operação é muito importante obter uma indexação correta na máquina para manter a mesma posição do rebolo para cada canal.

ATENÇÃO: Jamais reafiar um macho danificado ou um macho com arestas postiças nos flancos da rosca. Ângulos de saída (µ) para machos.







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