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USINA COSTA PINTO

 HISTÓRIA



A usina Costa Pinto, em Piracicaba, foi comprada pelos irmãos Pedro Ometto e João Ometto, e o sócio Mário Dedini em 1936, sendo hoje uma das maiores unidades produtivas do Brasil. Os constantes investimentos em pesquisa e inovação tecnológica tornaram-na uma das mais modernas do setor. 
A unidade onde nasceu o grupo Cosan está localizada na mais tradicional região canavieira do estado, o que possibilitou à Costa Pinto incorporar várias outras unidades produtoras da região como forma de ampliar sua fronteira agrícola e capacidade industrial. Esta unidade possui certificação do Sistema de Gestão da Qualidade pela ISO 9001:2000 do processo de produção de alcoóis etílico hidratado, anidro e destilado alcoólico.
Sua atuação vai da produção de açúcar, etanol e cogeração (Raízen Energia) à distribuição de combustíveis (Raízen Combustíveis) e gás natural (Comgás), além de operações logísticas (Rumo), investimentos em propriedades agrícolas (Radar) e da Cosan Lubrificantes e Especialidades. Essa diversificação ganhou fôlego na última década, quando a companhia decidiu ampliar os horizontes para além do setor sucroenergético. 
É isso que faz dela a maior empresa do agronegócio, embora nem todos os seus ativos pertençam ao segmento.Em termos de receita líquida, a Cosan detém a primeira colocação no ranking das 500 maiores empresas do agronegócio, ao somar R$ 30 bilhões no exercício de 2012. Esse resultado representa elevação de 28,3% em comparação aos R$ 23 bilhões do exercício anterior. Já no caso do lucro líquido, a companhia ocupou a quinta posição, totalizando R$ 868,32 milhões.

Por meio da Raízen, joint venture entre Cosan e Shell em 2011, são produzidos 4 milhões de toneladas de açúcar e 2 bilhões de litros de etanol. A companhia detém 900 MW de capacidade instalada de energia elétrica, tendo como matéria-prima o bagaço de cana de suas 24 usinas. A empresa também é responsável pela comercialização de 22 bilhões de litros de etanol. 

No exercício fiscal, sua receita líquida somou R$ 8,5 bilhões, representando aumento de 16,8% na comparação com o período anterior. De acordo com a empresa, houve aumento no volume vendido de açúcar e de energia elétrica – além dos benefícios decorrentes da alta dos preços médios de todos os produtos, principalmente de energia no mercado à vista. A Raízen também registrou alta de 13,9% no Ebitda em relação ao período anterior, diante do maior volume de moagem, da melhor performance na fixação de hedge de açúcar e dólar, da redução do custo operacional e do aumento da produtividade.

Já a Rumo trabalha com a logística de açúcar voltado à exportação. Ainda desenvolve uma plataforma multimodal, sendo responsável pelo embarque de, aproximadamente, metade do açúcar exportado pelo Porto de Santos na safra 2012/2013. A empresa registrou 10,4% de crescimento em termos de volume e alta de 24,6% da receita líquida em relação ao exercício anterior, ao totalizar R$ 712,8 milhões.


A expansão da Cosan faz parte dos fluxos de concentração do setor sucroenergético ocorridos, principalmente, devido à crise econômica mundial de 2008, o que pegou muitas usinas altamente endividadas pelos investimentos na expansão de suas operações. Nos últimos anos, 40 usinas fecharam suas portas. No entanto, sua produção de cana foi vendida a outras unidades – e o fato é que a moagem de cana-de-açúcar no Brasil praticamente dobrou em dez anos.



Em busca da elevação da produtividade, a Cosan, como outras usinas, investe na tecnologia do etanol celulósico, também conhecido como etanol de segunda geração, que deve estar disponível, mesmo que em pequena escala, a partir de 2014. O investimento se dá por meio de parceria com o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), que depende da biomassa que a empresa tem de sobra, resultante do processamento de cana realizado em suas usinas para produzir açúcar e etanol de primeira geração. Para a empresa, o grande desafio é fazer com que a tecnologia seja capaz de produzir entre 270 e 300 litros de etanol por tonelada de biomassa seca – bem acima dos 83 litros do biocombustível, em média, produzidos na primeira geração.

O setor considera essencial concentrar esforços no ganho de produtividade da cana-de-açúcar, uma vez que ela representa 75%, em média, dos custos de produção das usinas. O avanço no desenvolvimento de novas variedades é brutal: o prazo de 15 anos caiu para oito. Vale lembrar que, no começo do Proálcool, a atividade não chegava a contar com seis variedades comerciais da planta – número que, atualmente, chega a 300. O maior aproveitamento da cana, por meio da tecnologia de segunda geração, permite expandir a produtividade sem necessariamente aumentar a área plantada.

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